As promessas de Jesus
«Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.» — João 14:18
Uma coisa é conhecer fatos sobre uma pessoa. Outra é conhecer o seu coração — o modo como ela fala com quem ama, as promessas que faz e cumpre, o que diz quando tudo está em jogo. Nas últimas horas antes de ser preso, sabendo exatamente o que viria, Jesus se voltou para os Seus amigos mais próximos e lhes fez promessas. Não um consolo religioso vago, mas palavras específicas e pessoais, ditas a pessoas que Ele amava e que estavam prestes a se apavorar. Essas mesmas palavras ainda são as Suas palavras para você. Isto não é uma lição para dominar; é um convite para parar alguns minutos com o que Ele realmente disse, e deixar que isso mostre quem Ele é.
«Eu estou convosco todos os dias» — Ele não o envia sozinho
As últimas palavras que Jesus falou antes de voltar para o céu não foram um aviso nem uma lista de regras. Foram uma promessa: «Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos» (Mateus 28:20). Ele acabara de entregar aos Seus seguidores uma tarefa avassaladora — ide, fazei discípulos de todas as nações — e sabia que eles se sentiriam pequenos e incapazes. Então Ele não simplesmente lhes desejou sorte e partiu. Ele se comprometeu com eles. Não com você por uma temporada, não com você só quando você O sente, mas com você sempre, até o próprio fim. Essa palavra «sempre» não foi uma figura de linguagem para Jesus; Ele a disse como você diria ao seu próprio filho. Seja lá o que você esteja enfrentando hoje — uma conversa difícil, um diagnóstico, uma decisão, uma terça-feira comum e sem nada de especial — Ele não o enviou para enfrentar isso sozinho. Ele já está lá, à sua frente e ao seu lado, exatamente como prometeu.
«Vou preparar-vos lugar» — Ele vai voltar para você
Quando Jesus disse aos discípulos que ia partir, o pânico tomou conta deles — como seguiriam adiante sem Ele? Ele respondeu com algumas das palavras mais ternas das Escrituras: «Não se turbe o vosso coração... Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também» (João 14:1-3). Repare no que Ele promete: não apenas um lugar, mas Ele mesmo voltando para levá-lo pessoalmente até lá. Este não é um senhorio que atribui um quarto à distância. É alguém que o ama, garantindo que, quando tudo o mais na sua história terminar, haverá um lar esperando com o seu nome, e será Ele mesmo quem o levará para dentro. Seja lá o que você tenha perdido, seja lá o que nunca tenha parecido permanente ou seguro, Ele diz isso claramente: estou construindo algo para você que vai durar, e não estou mandando mais ninguém para buscá-lo.
«Deixo-vos a paz» — uma paz que as circunstâncias não conseguem tocar
Jesus disse isso a homens que, em poucas horas, veriam Ele ser preso, espancado e morto — e que passariam aquela noite escondidos, temendo por suas próprias vidas. Foi exatamente naquela escuridão que Ele disse: «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize» (João 14:27). Ele foi honesto sobre a diferença: a paz do mundo depende de as coisas irem bem — saúde, segurança, uma conta bancária cheia, uma semana tranquila. No momento em que as circunstâncias mudam, essa paz evapora. Mas Jesus estava oferecendo algo que continuaria de pé na pior noite das vidas deles, porque nunca esteve baseada nas circunstâncias — estava baseada nEle. Ele não está prometendo uma vida sem problemas; também não prometeu isso aos Seus primeiros amigos. Ele está prometendo uma firmeza debaixo de você que o medo não consegue alcançar, porque vem da presença dEle, não da sua situação.
«Chamei-vos amigos» — não um dever distante, mas uma relação real
De todas as Suas promessas, esta talvez seja a mais surpreendente. Jesus, o Filho eterno de Deus, disse a homens comuns e falhos: «Já não vos chamo servos... mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer» (João 15:15). Um servo obedece ordens sem nunca saber as razões por trás delas. A um amigo se confia o coração por trás delas. Jesus não estava descrevendo uma religião de dever distante, em que você segue regras para um senhor que mal conhece. Ele estava se descrevendo a Si mesmo se abrindo — compartilhando o que era importante para Ele, querendo ser conhecido e conhecer você também. É isso que Ele ainda quer hoje: não um seguidor que O estuda de longe e se esforça para se comportar bem, mas um amigo que fala com Ele com sinceridade, a quem é confiado o Seu coração, que caminha ao Seu lado em vez de segui-Lo atrás, a uma distância respeitosa.
Examine as Escrituras
Matt. 28:20; John 14:1-3, 18, 27; 15:15.
Reflita
Leia essas quatro promessas outra vez, devagar, e perceba que todas apontam na mesma direção: presença, não distância. Um lar, não abandono. Paz, não desempenho. Amizade, não dever. Este é o coração daquele que você está passando a conhecer — Ele não quer ser um assunto que você estuda, mas um amigo que cumpre a Sua palavra. Se alguma dessas promessas tocou algo sensível em você hoje, diga isso a Ele, com as suas próprias palavras. É isso que os amigos fazem.
Ele cumpre cada palavra que diz