To The Waters

Os ensinamentos de Jesus

«O meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.» — Mateus 11:30

Diga a palavra «ensinamentos» e ela pode começar a soar como tarefa de escola — mais uma lista de regras para dominar antes de ser permitido pertencer. Não foi isso que Jesus nos deixou. Quando você realmente se senta com as Suas palavras, outra coisa entra em foco: não uma prova, mas a descrição de uma vida que vale a pena viver, dita por alguém que amava demais as pessoas à Sua frente para deixá-las adivinhando. Ele ensinou lavradores e pescadores sentados numa colina, não estudiosos numa sala de aula. Então vamos nos sentar nessa colina também, e ouvir o que Ele realmente disse — sobre o amor, sobre a bênção, sobre a misericórdia e sobre o descanso — e ver se não soa menos como um fardo e mais como um convite.

A única coisa da qual tudo o mais depende

Um mestre da lei certa vez tentou armar uma armadilha para Jesus, perguntando qual era o maior mandamento — esperando que Ele escolhesse briga entre seiscentas leis. Jesus não entrou no jogo. Ele simplesmente disse: «Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento... O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas» (Mateus 22:37–39). Leia de novo essa última linha — tudo depende disto. Não uma lista para decorar, mas uma dobradiça sobre a qual girar. Cada ensinamento difícil que vem depois — cada palavra exigente sobre dinheiro, perdão, inimigos, oração — é simplesmente o amor se desdobrando nos detalhes de uma vida real. Se algum dia você perder o rumo, pode sempre voltar a isto: ame a Deus, ame as pessoas. Jesus nunca escondeu o ponto principal. Ele começou por ele.

Bem-aventurados os que o mundo ignora

Então Jesus abriu a boca naquela colina e disse algo de cabeça para baixo. «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra» (Mateus 5:3–5). Não bem-aventurados os impressionantes, os autossuficientes, os que têm tudo resolvido. Bem-aventurados os que estão exaustos, os que estão de luto, os que nunca empurram para chegar à frente da fila. O mundo distribui suas bênçãos aos vencedores; Jesus distribui as Suas aos ignorados, aos que sofrem, aos humildes, aos famintos de justiça, aos misericordiosos, aos limpos de coração, aos pacificadores, até aos perseguidos (Mateus 5:6–10). Se você já se sentiu quebrado demais, cansado demais ou pequeno demais para merecer a atenção de Deus, leia esta lista de novo, devagar. Ela foi escrita com você na sala.

Um amor que vai além do justo

Jesus também deu um teste simples para saber como tratar as pessoas: «Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós» (Mateus 7:12). A maioria de nós consegue fazer isso nos nossos dias bons. Mas depois Ele continuou, além do justo, além do razoável, para um território que só faz sentido se o amor for de fato o centro de tudo: «Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem... orai pelos que vos maltratam» (Mateus 5:44). Não apenas tolerá-los. Não apenas evitar a vingança. Amá-los — desejar de verdade o bem deles, orar de verdade pelo bem deles — exatamente as pessoas que mais o feriram. Isso não é uma versão mais agradável da justiça comum; é uma categoria de amor completamente diferente, o tipo que só faz sentido quando você se lembra de que Deus o amou enquanto você ainda era Seu inimigo. Ele não está pedindo que você faça algo que Ele mesmo não tenha feito primeiro.

Um jugo fácil, não uma religião cansativa

A esta altura isso pode soar como uma régua impossivelmente alta — amar a Deus por completo, amar os que o ignoram, amar os seus inimigos. Se você está sentindo o peso disso, ouça o que Jesus disse logo abaixo de tudo isto: «Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim... porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve» (Mateus 11:28–30). Um jugo era construído para dois — Jesus não está lhe entregando um livro de regras para depois ir embora; Ele está entrando no arreio ao seu lado. O Seu ensino nunca foi feito para ser representado sozinho sob pressão. Ele foi feito para ser caminhado ao lado dEle, no ritmo dEle, sustentado pela força dEle. Essa é a diferença entre religião e Jesus: a religião cansa você tentando conquistar um lugar à mesa; Jesus já reservou um lugar para você e está apenas pedindo que caminhe com Ele até lá.

Examine as Escrituras

Matt. 22:37-39; 5:3-10,44; 7:12; 11:28-30.

Reflita

Pare e olhe para o que você acabou de ler: amar a Deus, amar o seu próximo, bênção para os quebrantados, um amor que ultrapassa o justo, descanso em vez de esforço. Nada disso foi jamais um livro de regras para dominar antes que Jesus o aceitasse. Sempre foi a descrição de como o amor se parece quando anda numa vida real — e um convite para vir viver dentro dele, unido a Ele, ao Seu lado. Como seria tentar viver hoje só uma parte disto?

Continue conhecendo-O

Isto é o que Ele ensinou. Agora venha e viva de verdade dentro disso com Ele.