O que acontece quando morremos?
«Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.» — João 11:11
Se esta noite você está fazendo esta pergunta, é provável que não a faça como um enigma a resolver — você a faz com um nome gravado no coração. Talvez esteja sentado junto a uma cama de hospital, ou acabou de sair de um funeral, ou a ligação chegou e desde então o mundo não parece firme. Se é você, ouça isto primeiro: você não precisa ter a teologia resolvida para ser sustentado por Deus agora mesmo. Mas também não queremos deixá-lo apenas com suposições, porque você merece mais do que palpites sobre alguém que você ama. Então vamos com calma até o que a Bíblia realmente diz — não uma doutrina fria, mas uma resposta real, de Alguém que atravessou a morte e saiu do outro lado.
Está tudo bem que esta pergunta tenha nascido do luto
A maioria das pessoas não busca esta resposta por simples curiosidade. Vêm porque alguém se foi e o silêncio depois é enorme. Se é você, você não está vivendo o luto errado por querer respostas, nem está vivendo a fé errada por ainda doer. Até Jesus, de pé diante do túmulo do amigo e sabendo que estava prestes a ressuscitá-lo, «chorou» (João 11:35) — o versículo mais curto da Bíblia, e um dos mais ternos. Ele não repreendeu Maria e Marta por suas lágrimas nem disse que o luto era desnecessário. Ele se condoeu com elas primeiro. Então, antes de tudo, saiba disto: a sua tristeza não é falta de fé, e não precisa estar arrumada antes que você tenha permissão para perguntar o que aconteceu com quem você ama. Jesus o encontra exatamente aqui, no luto real, não numa versão já arrumada dele.
A palavra surpreendente da Bíblia para a morte: sono
Quando Lázaro, o amigo de Jesus, morreu, Ele não recorreu a uma palavra grandiosa ou assustadora. Disse: «Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono» (João 11:11). Os discípulos O entenderam ao pé da letra, então «Jesus, então, lhes disse claramente: Lázaro morreu» (João 11:14) — e ao dizer isso, Ele nos diz com clareza o que a morte é aos Seus olhos: um sono, não uma porta para um tormento instantâneo nem uma partida imediata para nos observar de algum outro lugar. Paulo usa a mesma palavra terna para os crentes que morrem, chamando-os de os que «dormem» (1 Tessalonicenses 4:13-14). E o Antigo Testamento concorda: «os mortos não sabem coisa nenhuma» (Eclesiastes 9:5) — sem dor, sem separação, sem nenhuma consciência da passagem do tempo. Isto não pretende soar frio. Significa que quem você ama não está sofrendo em algum lugar esta noite, não está com medo, não está sozinho no escuro. Descansa, protegido, exatamente onde Jesus pode encontrá-lo e chamá-lo pelo nome.
A esperança não é vaga — é um reencontro real
É aqui que esta esperança deixa de ser uma ideia e se torna uma promessa que você pode segurar com as duas mãos. Jesus vai voltar — visível, corporalmente, de forma inconfundível — e quando voltar, «os mortos em Cristo ressuscitarão» (1 Tessalonicenses 4:16). Não como fantasmas, não como espíritos vagos, mas ressuscitados, inteiros, vivos: «os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados» (1 Coríntios 15:52). Paulo continua, quase sem fôlego: «depois nós, os vivos que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor» (1 Tessalonicenses 4:17). Leia de novo, devagar — juntamente com eles. Isto não é uma metáfora para um luto resolvido nem uma forma poética de dizer que alguém vive na memória. É um reencontro real, uma manhã real, braços reais ao seu redor de novo, num dia que Deus já marcou. O túmulo não tem a última palavra sobre ninguém que pertence a Jesus — é apenas a vírgula antes dela.
Esta esperança muda como fazemos o luto agora
Nada disso significa que você não deva fazer luto. Paulo não está dizendo aos tessalonicenses para pularem as lágrimas — ele escreve para «que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança» (1 Tessalonicenses 4:13). Repare no que esse versículo não diz. Não diz não se entristeça. Diz entristeça-se de outra forma — chore com um final à vista, chore segurando uma promessa, chore como sentiria falta de alguém numa viagem longa, e não como de alguém perdido para sempre. Essa é uma diferença real. Você pode sentir falta do seu ente querido com todo o peito, chorar quando a música dele tocar, manter a foto à vista, dizer o nome dele em voz alta — e ainda assim não estar sem esperança, porque você sabe exatamente para onde essa história vai. Então permita-se chorar plenamente. Só não chore sozinho, e não chore como se o último capítulo já estivesse escrito. Não está. Jesus, que chorou diante de um túmulo e depois chamou um homem morto para fora dele, está vindo para terminar a história.
Examine as Escrituras
1 Thess. 4:13-17; John 11:11-14, 35; Eccl. 9:5; 1 Cor. 15:51-54.
Reflita
Se esta noite você está de luto, deixe que isto se assente devagar sobre você: quem você ama e pertence a Jesus não está perdido, não está sofrendo, não está longe em algum lugar que você não possa alcançar. Descansa, sustentado pelo mesmo Deus que sustentou o mundo antes de você nascer, esperando uma voz que reconhecerá. Você não precisa fingir que está bem, nem precisa explicar as suas lágrimas a ninguém. Leve o seu luto a Jesus com sinceridade, como Maria e Marta fizeram, e deixe que Ele se condoa com você antes mesmo de responder. A manhã está vindo. Ela é mais certa do que a noite.
Você não precisa carregar isto sozinho