To The Waters

Quem é Jesus, realmente?

«Quem me vê a mim vê o Pai.» — João 14:9

Todos têm uma opinião sobre Jesus antes mesmo de tê-lo observado de verdade — um mestre sábio, um bom homem, uma bela história para crianças. Mas olhe mais de perto, para o homem real nas páginas reais, e Ele não vai deixar você ficar por aí. Ele foi real — o filho de um carpinteiro de uma cidade esquecível, que caminhou por estradas reais, comeu refeições reais, e morreu uma morte real e documentada. E disse coisas sobre si mesmo que nenhum mestre sábio jamais diria, porque só podem ser verdade, ou loucura, ou mentira — nunca apenas sabedoria. Quem é este homem? Olhemos com honestidade, devagar, para o que a história nos entrega e o que Ele realmente afirmou.

Um homem real em um lugar real

Antes de Jesus ser qualquer outra coisa para você, Ele é um fato histórico. Até escritores sem nenhum motivo para ajudar o cristianismo — o historiador judeu Josefo, o senador romano Tácito — mencionam um homem chamado Jesus de Nazaré, executado sob Pôncio Pilatos. Ele não foi uma lenda nascida na névoa do tempo; foi o filho de um carpinteiro (Marcos 6:3) de Nazaré, uma cidade tão insignificante que um vizinho certa vez perguntou: «Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?» (João 1:46). Caminhou por estradas empoeiradas entre cidades reais que você pode visitar hoje. Ficou cansado e dormiu num barco em meio a uma tempestade (Marcos 4:38). Chorou abertamente diante do túmulo de um amigo (João 11:35). Sentou-se para comer com publicanos e pecadores, as pessoas que a religião bem-comportada evitava (Marcos 2:16-17). Seja o que mais for verdade a respeito dEle, isto não está em disputa séria: um homem real chamado Jesus caminhou entre pessoas reais, em um lugar real, em um ponto real do calendário.

Uma afirmação que ninguém mais ousou fazer

É aqui que Jesus deixa de caber na prateleira marcada «grande mestre moral». Buda apontou um caminho. Maomé disse que trazia uma mensagem. Todo fundador de toda grande fé disse, de uma forma ou de outra, olhe além de mim, para a verdade que estou mostrando. Só Jesus disse, em essência, olhe para mim — você está olhando para Deus. «No princípio era o Verbo... e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós» (João 1:1,14). Ele disse claramente aos discípulos: «Quem me vê a mim vê o Pai» (João 14:9), e «Eu e o Pai somos um» (João 10:30) — uma afirmação tão clara que os que ouviam pegaram pedras para matá-lo por causa dela (João 10:31-33), a punição padrão por blasfêmia. Paulo, escrevendo dentro de uma geração, chamou-O de «a imagem do Deus invisível» (Colossenses 1:15). Este não foi um título que admiradores posteriores lhe deram. É o que Ele disse sobre si mesmo, no próprio rosto, a pessoas que sabiam exatamente o que essas palavras significavam.

A evidência com que Ele confirmou isso

Jesus não pediu que as pessoas cressem em sua afirmação apenas por sua palavra. Ele apontou para o que fazia. Curou cegos e coxos, acalmou um mar violento com uma frase, e chamou amigos mortos para fora do túmulo — não truques de circo, mas sinais, que apontavam para além de si mesmos, para quem os fazia. O mais marcante: Ele perdoou pecados diretamente. Quando amigos desceram um paralítico pelo telhado até Ele, Jesus disse: «Filho, os teus pecados estão perdoados», e os estudiosos religiosos que observavam pensaram exatamente a coisa certa: «Quem pode perdoar pecados senão só Deus?» (Marcos 2:5-7). Esse era exatamente o ponto — Ele estava respondendo à pergunta antes que a terminassem de fazer. E então veio a prova definitiva da afirmação: Ele previu a própria morte e ressurreição, e três dias depois de soldados romanos O selarem num túmulo, o túmulo estava vazio e centenas de testemunhas O viram vivo. Paulo escreveu mais tarde que Jesus «foi declarado Filho de Deus em poder... pela ressurreição dentre os mortos» (Romanos 1:4). A ressurreição é a própria assinatura de Deus sob tudo o que Jesus disse sobre si mesmo.

Por que esta pergunta não pode ficar apenas no campo acadêmico

Você pode estudar muita história a uma distância segura. Jesus não permite que você O estude a partir de uma. Certo dia Ele se voltou para os homens que mais O conheciam e fez a pergunta que ainda faz a cada pessoa que O encontra: «Mas quem dizeis que eu sou?» (Mateus 16:15). Não o que você ouviu, não o que a sua tradição diz — quem você diz. C.S. Lewis, outrora um ateu que se esforçou para arquivar Jesus sob «grande mestre humano», encontrou a porta fechada: um homem que anda dizendo ser Deus, perdoando pecados e recebendo adoração, ou é exatamente quem disse ser, ou está delirando, ou é uma fraude — mas não nos resta como um simples homem sábio dizendo coisas sábias, porque homens sábios não fazem essa afirmação. Mentiroso, louco ou Senhor. Ele simplesmente não deixou aberta essa quarta opção. Então a pergunta nunca foi realmente «quem foi Jesus» como um enigma histórico para resolver e arquivar. É «quem dizeis que eu sou?» — feita a você, hoje, esperando uma resposta que só você pode dar.

Examine as Escrituras

John 1:1,14; 1:46; 10:30-33; 14:9; 11:35; Mark 2:5-7; 4:38; 6:3; Col. 1:15; Rom. 1:4; Matt. 16:15.

Reflita

Pare um momento com essa pergunta, com honestidade, sem se apressar para a resposta segura: quem você diz que Jesus é? Não uma lenda, não apenas um mestre — um homem real que afirmou ser Deus, confirmou isso com uma vida que ninguém conseguiu explicar, e ressuscitou para prová-lo. Se algo em você está começando a crer que Ele é exatamente quem disse ser, esse reconhecimento não deve ficar apenas na sua mente. É um convite para responder a Ele como Pedro uma vez respondeu — e dar o próximo passo de realmente entregar a sua vida Àquele que você acabou de reconhecer.

Você viu quem Ele é — agora conheça-O

Se você crê que Jesus é quem disse ser, o próximo passo é entregar a Ele a sua vida.