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Parte 6 · Crença 24 — A Doutrina das Últimas Coisas

O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

O que cremos

Há um santuário no céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, colocando à disposição dos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas na cruz. Em Sua ascensão, foi inaugurado como nosso grande Sumo Sacerdote e iniciou Seu ministério intercessor, prefigurado pela obra do sumo sacerdote no lugar santo do santuário terrestre. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele entrou na segunda e última fase de Seu ministério expiatório, prefigurada pela obra do sumo sacerdote no lugar santíssimo do santuário terrestre. É uma obra de juízo investigativo que faz parte da eliminação definitiva de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebreu no Dia da Expiação. O juízo investigativo revela às inteligências celestiais quem, entre os mortos, dorme em Cristo e, portanto, Nele, é considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também manifesta quem, entre os vivos, permanece em Cristo e, portanto, Nele, é considerado digno de Seu reino eterno. Esse juízo vindica a justiça de Deus ao salvar os que creem em Jesus. Declara que os que permaneceram leais a Deus receberão o reino. A conclusão desse ministério de Cristo marcará o fim do tempo da graça para a humanidade antes do segundo advento.

Quando Jesus morreu na cruz, Ele não terminou de nos amar — simplesmente passou para a sala seguinte de Sua obra. A Bíblia nos diz que neste exato momento, no céu, Jesus está trabalhando por você. «Temos tal sumo sacerdote, que está assentado à direita do trono da Majestade nos céus» (Hebreus 8:1). A cruz foi onde Ele ganhou a nossa salvação; o santuário celestial é onde Ele a aplica, pessoa por pessoa, dia após dia. Isto pode soar como um assunto pouco conhecido, mas a sua mensagem é a mais calorosa de todas: você tem um Amigo no lugar mais alto, que conhece o seu nome e advoga a sua causa. Longe de ser uma doutrina assustadora, é uma das verdades mais consoladoras de toda a Bíblia.

Um santuário real no céu

Há muito tempo Deus mandou Moisés construir um santuário terrestre — mas era apenas um modelo de algo maior. Moisés foi advertido a fazer tudo «conforme o modelo» que lhe foi mostrado, pois a tenda terrestre era «figura e sombra das coisas celestiais» (Hebreus 8:5). O santuário verdadeiro está no céu, «o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem» (Hebreus 8:2). Ali Jesus entrou «uma vez por todas... por meio do seu próprio sangue, tendo obtido eterna redenção» (Hebreus 9:12). Todo o antigo sistema de cordeiros, sacerdotes e o Dia da Expiação (Levítico 16) era um retrato vivo que apontava adiante para Jesus — o verdadeiro Cordeiro e o verdadeiro Sacerdote, os dois ao mesmo tempo.

Um juízo que é boa notícia

O profeta Daniel viu uma cena solene no céu: tronos postos, «o Juiz se assentou, e abriram-se os livros» (Daniel 7:9, 10). Ele também ouviu o tempo — «Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado» (Daniel 8:14) — uma longa profecia que alcança o ano de 1844, quando começou a fase final do ministério de Cristo. Isto pode soar assustador, mas observe como termina a visão de Daniel: «fez-se justiça aos santos do Altíssimo» (Daniel 7:22). O juízo não é Deus procurando razões para condenar Seus filhos; é o Rei esclarecendo o registro diante do universo, vindicando todo aquele que confia em Jesus. O Apocalipse chama esta mesma hora de o momento de «Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo» — e a chama parte do «evangelho eterno» (Apocalipse 14:6, 7). O juízo, bem compreendido, é boa notícia para o crente.

Jesus, o seu Advogado

Aqui está o coração de tudo: naquela sala celestial, você não está de pé sozinho. Jesus é o seu Sumo Sacerdote, e «pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles» (Hebreus 7:25). Como Ele mesmo foi tentado como nós, não é um juiz distante, mas um amigo compassivo, de modo que podemos «chegar-nos, confiadamente, ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna» (Hebreus 4:16). Imagine: o seu nome surge na revisão do céu, e Aquele que advoga por você é o mesmo que morreu por você. O veredito já foi assegurado pelo Seu sangue. Você não enfrenta o juízo esperando ter feito o suficiente; enfrenta-o descansando em tudo o que Ele fez.

Examine as Escrituras

Lev. 16; Num. 14:34; Ezek. 4:6; Dan. 7:9-27; 8:13, 14; 9:24-27; Heb. 1:3; 2:16, 17; 4:14-16; 8:1-5; 9:11-28; 10:19-22; Rev. 8:3-5; 11:19; 14:6, 7; 20:12; 14:12; 22:11, 12.

Reflita

Esta semana, quando a preocupação ou a culpa lhe sussurrar que você não é bom o suficiente, levante os olhos mais alto — para um santuário no céu onde Jesus está de pé por você neste exato momento. Imagine-O ali: não como o seu acusador, mas como o seu Advogado, o seu Amigo, o seu Sacerdote. Leve a Ele os seus fracassos e deixe que os cubra com o Seu próprio sangue. O mesmo Jesus que morreu por você está, neste exato instante, vivo para interceder por você.

Verifique o que aprendeu

De acordo com Hebreus 8:1, 2, onde Jesus ministra como nosso Sumo Sacerdote?
Em Daniel 7:22, como termina o juízo celestial para o povo de Deus?
Por que o ministério celestial de Cristo é um consolo, segundo Hebreus 7:25 e 4:16?

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