To The Waters

Parte 3 · Crença 9 — A Doutrina da Salvação

A Vida, Morte e Ressurreição de Cristo

O que cremos

Na vida de Cristo de perfeita obediência à vontade de Deus, em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, para que aqueles que pela fé aceitam essa expiação tenham vida eterna, e toda a criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. Essa expiação perfeita vindica a justiça da lei de Deus e a bondade do Seu caráter, pois condena o nosso pecado e ao mesmo tempo provê o nosso perdão. A morte de Cristo é substitutiva e expiatória, reconciliadora e transformadora. A ressurreição corporal de Cristo proclama o triunfo de Deus sobre as forças do mal e, para aqueles que aceitam a expiação, assegura a sua vitória final sobre o pecado e a morte. Ela declara o senhorio de Jesus Cristo, diante de quem todo joelho no céu e na terra se dobrará.

No centro mesmo da história da Bíblia ergue-se uma cruz — e um túmulo vazio. Tudo o que aprendemos sobre Deus, que Ele é amor, que nos criou, que entrou no nosso mundo quebrantado, chega aqui ao seu ponto culminante. O nosso maior problema não é a pobreza nem a dor; é o pecado, aquilo que nos separa de Deus e que nenhum de nós pode consertar. Por isso Deus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos. Em uma vida, uma morte e uma ressurreição, Jesus tratou do pecado para sempre — e abriu de par em par a porta para a vida eterna. Isto não é apenas o mais importante deste estudo; é a notícia mais importante que você jamais ouvirá.

Uma vida que obedeceu por nós

Jesus viveu a vida que nós não conseguimos viver. Ele «não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca» (1 Pedro 2:21, 22). Onde cada um de nós quebrou a lei de Deus, Ele a guardou perfeitamente — não por Si mesmo, mas por nós. Embora fosse «em forma de Deus», «esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo» e «humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte» (Filipenses 2:6-8). Sua vida sem pecado é mais que um exemplo para admirar; é a justiça imaculada que Ele Se oferece para nos dar.

Uma morte que pagou a nossa dívida

Na cruz, Jesus tomou o castigo que o nosso pecado merecia. O profeta o viu séculos antes: «Ele foi traspassado pelas nossas transgressões... e pelas suas pisaduras fomos sarados» (Isaías 53:5). «Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito» (João 3:16); «Àquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus» (2 Coríntios 5:21). Este é o grande intercâmbio — Ele toma a nossa culpa, nós recebemos a Sua bondade. «Ele é a propiciação pelos nossos pecados» (1 João 2:2), o sacrifício que satisfaz e nos reconcilia com Deus.

Uma ressurreição que abre a vida

A história não termina no túmulo. «Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado... ressuscitou ao terceiro dia» (1 Coríntios 15:3, 4). Sua ressurreição foi corporal e real, e muda tudo: «ressuscitou para a nossa justificação» (Romanos 4:25). Porque Ele vive, a morte já não tem a última palavra — «assim como todos morrem em Adão, todos serão vivificados em Cristo» (1 Coríntios 15:20-22). Seu amor agora nos constrange a viver não mais para nós mesmos, mas para Ele (2 Coríntios 5:14, 15). O Jesus ressurreto é Senhor, e um dia «todo joelho se dobrará» diante dEle (Filipenses 2:9-11).

Examine as Escrituras

Gen. 3:15; Ps. 22:1; Isa. 53; John 3:16; 14:30; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3, 4; 1 Cor. 15:3, 4, 20-22; 2 Cor. 5:14, 15, 19-21; Phil. 2:6-11; Col. 2:15; 1 Peter 2:21, 22; 1 John 2:2; 4:10.

Reflita

Imagine a cruz, e deixe um pensamento se assentar no seu coração: Jesus fez isso por você — pelo seu nome. Você não precisa merecer este presente nem se limpar primeiro; só precisa recebê-lo. Esta semana, agradeça a Ele de modo simples e sincero: «Jesus, obrigado por morrer e ressuscitar por mim. Entrego-Te a minha vida».

Verifique o que aprendeu

De acordo com 1 Pedro 2:21, 22, o que havia de único na vida de Jesus?
Em 2 Coríntios 5:21, qual é o «grande intercâmbio» da cruz?
Por que a ressurreição importa, de acordo com 1 Coríntios 15:20-22?

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