Parte 5 · Crença 20 — A Doutrina da Vida Cristã
O Sábado
O que cremos
O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todos como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável lei de Deus requer a observância deste sétimo dia, o sábado, como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de prazerosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e uma antecipação de nosso futuro eterno no reino de Deus.
Num mundo que nunca para de trabalhar, Deus oferece um presente tão simples que quase o ignoramos: um dia inteiro para descansar Nele. O sábado não foi inventado por pessoas cansadas que precisavam de uma pausa; foi dado por um Criador que, depois de um mundo terminado e «muito bom», escolheu descansar e abençoar um dia acima dos demais (Gênesis 2:1-3). Muito antes de existir uma nação de Israel, antes de existir o pecado, já existia o sábado — um presente para todos. Jesus disse claramente: «O sábado foi feito por causa do homem» (Marcos 2:27). Não é um fardo imposto sobre nós, mas uma bondade oferecida a nós. Enquanto estudamos, escute o coração de um Pai que convida Seus filhos a parar e simplesmente deixar-se amar.
Nascido na Criação
O sábado é tão antigo quanto o próprio mundo. «No sétimo dia, havendo Deus terminado a obra que fizera... E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou» (Gênesis 2:2, 3). Deus fez três coisas com aquele dia que nenhum outro recebeu: descansou nele, abençoou-o e separou-o como santo. Quando mais tarde escreveu os Dez Mandamentos com o Seu próprio dedo, apontou diretamente para aquela primeira semana: «Lembra-te do dia de sábado, para o santificar... Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra... e ao sétimo dia descansou» (Êxodo 20:8-11). O sábado é um memorial semanal de que não nos fizemos a nós mesmos — há um Criador, e somos amados por Ele.
O dia que Jesus guardou
Se queremos saber como honrar o sábado, olhamos para Jesus. «Entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume» (Lucas 4:16) — era a Sua prática habitual, não uma obrigação que ressentia. Curava no sábado, caminhava com amigos e chamava a Si mesmo «Senhor até do sábado» (Marcos 2:28). Libertou o dia das pesadas regras humanas que o haviam sepultado e o devolveu como Deus o quisera: um dia para fazer o bem, para a misericórdia e para o descanso. Por meio de Isaías, Deus descreve o seu coração: «Se chamares ao sábado deleitoso... então, te deleitarás no Senhor» (Isaías 58:13, 14). Não um dia de tristeza, mas um deleite.
Um sinal de descanso em Cristo
O sábado aponta para além de si mesmo, para algo mais profundo. Deus disse: «Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal... para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica» (Ezequiel 20:12, 20). O descanso semanal é um sinal de que não somos salvos pelo nosso próprio esforço — Deus nos faz santos, assim como fez o mundo. Hebreus nos convida a esse mesmo significado: «Resta, portanto, um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou das suas obras» (Hebreus 4:9, 10). A cada sábado, deixamos de lado o nosso inquieto esforço próprio e descansamos no que Cristo terminou por nós. O dia que guardamos é uma antecipação semanal do descanso eterno que recebemos pela graça.
Examine as Escrituras
Gen. 2:1-3; Exod. 20:8-11; 31:13-17; Lev. 23:32; Deut. 5:12-15; Isa. 56:5, 6; 58:13, 14; Ezek. 20:12, 20; Matt. 12:1-12; Mark 1:32; Luke 4:16; Heb. 4:1-11.
Reflita
Esta semana, separe o sétimo dia não como uma lista de proibições, mas como um encontro com Aquele que ama você. Ponha de lado o seu trabalho, o seu telefone, a sua preocupação, e deixe que o dia seja o que Deus quis que fosse — um deleite. Repare como é ouvir do seu Criador que você tem permissão para descansar. Esse descanso é uma pequena imagem da salvação que Ele oferece à sua alma.
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