Parte 6 · Crença 26 — A Doutrina das Últimas Coisas
A Morte e a Ressurreição
O que cremos
O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna aos Seus redimidos. Até esse dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, aparecer, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para receber o seu Senhor. A segunda ressurreição, a dos injustos, ocorrerá mil anos depois.
Poucas perguntas alcançam tão fundo quanto esta: o que realmente acontece quando alguém que amamos morre? O túmulo pode parecer um muro através do qual não conseguimos enxergar, e o mundo oferece muitas suposições, algumas delas assustadoras. Mas Jesus, que passou pela morte e saiu do outro lado, fala-nos aqui com ternura e clareza. Ele não nos deixa em trevas, e não nos deixa com medo. O que a Bíblia nos diz sobre a morte não é frio — é uma das verdades mais consoladoras de toda a Escritura, e repousa numa esperança forte o bastante para enxugar toda lágrima.
Um descanso, não um tormento
O quadro bíblico da morte é inesperadamente sereno: é um sono profundo e sem sonhos. «Os mortos não sabem coisa nenhuma... e o seu amor, e o seu ódio, e a sua inveja já pereceram» (Eclesiastes 9:5, 6). «Sai-lhe o espírito... naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos» (Salmo 146:4). Aqueles que morreram não estão sofrendo em algum lugar, nem nos observam com tristeza — descansam, seguros nas mãos de Deus, esperando a manhã. Isso significa que ninguém que perdemos está padecendo. Qualquer que tenha sido o sofrimento do seu ente querido em vida, na morte ele simplesmente dorme.
Como Jesus falou disso
Quando seu amigo Lázaro morreu, Jesus escolheu para isso uma palavra terna: «Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono» (João 11:11). Seus discípulos pensaram que Ele falava do repouso comum, então «Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu» (João 11:14) — a morte, para Jesus, é um sono do qual Ele pode nos despertar. E pode: «vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão» (João 5:28, 29). O túmulo não é, para Jesus, uma porta trancada; é um quarto onde Seus filhos descansam até que Ele os chame pelo nome.
A manhã que põe fim à noite
A morte é real, mas não é o fim da história — é a vírgula antes da ressurreição. «Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Romanos 6:23). Em Sua vinda, «os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados... importa que este corpo mortal se revista da imortalidade» (1 Coríntios 15:52, 53). O que o túmulo levou corruptível, Jesus devolve glorioso. Por isso Paulo diz aos que sofrem: «consolai-vos uns aos outros com estas palavras» (1 Tessalonicenses 4:18) — não palavras bonitas, mas uma promessa tão certa quanto o túmulo vazio de Jesus.
Examine as Escrituras
Job 19:25-27; Ps. 146:3, 4; Eccl. 9:5, 6, 10; Dan. 12:2, 13; Isa. 25:8; John 5:28, 29; 11:11-14; Rom. 6:23; 1 Cor. 15:51-54; Col. 3:4; 1 Thess. 4:13-17; 1 Tim. 6:15; Rev. 20:1-10.
Reflita
Se você carrega um luto, deixe que esta verdade o sustente com ternura: o seu ente querido que morreu em Cristo não está perdido nem está sofrendo — descansa, e Jesus prometeu despertá-lo. A mesma voz que chamou a criação à existência um dia chamará o nome dele, e você poderá ver o seu rosto de novo. Esta semana, quando a tristeza vier, não a afaste; leve-a a Jesus e deixe que a Sua promessa de ressurreição venha ao seu encontro. A noite é real, mas a manhã é mais certa.
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