Parte 6 · Crença 27 — A Doutrina das Últimas Coisas
O Milênio e o Fim do Pecado
O que cremos
O milênio é o reinado de Cristo de mil anos com os Seus santos no céu, entre a primeira e a segunda ressurreição. Durante esse tempo, os ímpios mortos serão julgados; a terra ficará completamente desolada, sem habitantes humanos vivos, mas ocupada por Satanás e seus anjos. Ao final, Cristo, com Seus santos e a Cidade Santa, descerá do céu à terra. Então os injustos mortos ressuscitarão e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a terra. Assim, o universo ficará livre do pecado e dos pecadores para sempre.
Se Deus é bom e Deus é forte, por que o mal parece continuar e continuar? É a pergunta que inquieta todo coração sincero. A Bíblia não a desvia — responde com uma janela de mil anos sobre como Deus conduz a longa história do pecado a um fim justo e definitivo. Não é um conto de terror; é o capítulo em que todo agravo é endireitado, toda pergunta sobre a justiça de Deus é respondida, e o universo reconhece enfim que Deus foi bom desde o princípio. O mal não será tolerado para sempre, nem varrido para debaixo do tapete — será terminado, aberta e justamente, por um Deus que ama tanto a misericórdia quanto a verdade.
Mil anos no céu
Quando Jesus volta, leva os redimidos para casa com Ele, e começam mil anos. «Viveram e reinaram com Cristo durante mil anos» — esta é «a primeira ressurreição», e «os restantes mortos não reviveram até que se completassem os mil anos» (Apocalipse 20:4, 5). Enquanto isso, Satanás é «amarrado», sem ninguém para enganar (Apocalipse 20:1-3), vagando por uma terra vazia como um prisioneiro numa ruína. Os salvos estão seguros com Cristo; o grande enganador é finalmente detido. O longo conflito avança para o seu fim.
Um julgamento aberto e justo
Deus nunca nos pede que confiemos em Seus veredictos às cegas. Durante esses mil anos, os redimidos participam da revisão dos registros: «Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?... havemos de julgar os anjos» (1 Coríntios 6:2, 3). Toda perda dolorosa, todo «porquê», é posto a descoberto, e os livros são examinados juntamente com Deus (Apocalipse 20:4, 12). Quando todas as perguntas forem respondidas, cada coração redimido descansará, certo de que Deus foi perfeitamente justo e perfeitamente misericordioso. Ninguém se perderá a quem Deus pudesse ter salvo; nenhuma escolha contra Ele terá sido forçada.
O pecado terminado, o universo purificado
Ao final dos mil anos, os ímpios ressuscitam, e «desceu fogo do céu e os consumiu» (Apocalipse 20:9). Não é um tormento sem fim, mas um fim definitivo: «vem o dia que arderá como fornalha... os abrasará» (Malaquias 4:1). A terra caída fica como o profeta a viu — «assolada e vazia», «um deserto» (Jeremias 4:23-26) — mas só por um momento, pois Deus não a deixará assim. O pecado, o sofrimento e a morte são varridos por completo, para nunca mais se levantarem, e todo o universo é purificado. O mal terá tido o seu dia; o amor de Deus terá o eterno.
Examine as Escrituras
Jer. 4:23-26; Ezek. 28:18, 19; Mal. 4:1; 1 Cor. 6:2, 3; Rev. 20; 21:1-5.
Reflita
Pode ser tentador temer o juízo, mas para o amigo de Jesus é o dia em que todo agravo é finalmente endireitado. Deus não tem pressa de punir; é paciente, abrindo cada registro para que todo o universo veja que Ele é amor. Esta semana, quando o mal no mundo o inquietar, descanse nisto: o Deus que não deixou nenhuma pergunta sem resposta é digno de confiança com as que você agora carrega. Ele terminará o pecado não com indiferença, mas com livros abertos e um universo limpo.
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